sábado, 8 de agosto de 2009

O TEMPO E SEU RITMO

Adoro certos filmes adocicados. O frescor deles têm um quê de especial; como se quisessem à qualquer custo ser vivos como a própria vida o é, mas não atingem esta perfeição, são meras cópias.
{A arte imita a vida, ou a vida imita a arte?/ Mas não é isto que está em questão, minha observação agora é outra - haverá um espaço para falar de arte, certamente, pena que não seja este.}

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Há certos personagens que são mágicos, encantados. Leopold é um deles, sem sombra de dúvida.

Hugh Jackman, o ator australiano que de tão versátil que é, consegue interpretar o bruto Wolverine e a um só tempo também se encaixa perfeitamente no papel do charmoso cavalheiro vindo do século 19, ninguém menos que Leopold.



O homem perfeito. Educado, polido, gentil. Preocupado com o bem-estar da amada, faz de tudo para agradá-la, é deliciosamente romântico. Veste-se impecavelmente, anda sempre com um sorriso nos lábios - o belo sorriso de canto de boca - e todo seu gestual reflete sua sofisticação e sua simplicidade. O sonho de toda e qualquer mulher que se preze.

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No entanto, não foi isto que me chamou mais a atenção. Foram suas falas marcantes. Foi sua maneira de ser, e de ver o mundo. Algumas preciosidades do filme coloco aqui agora:

~"Ora, mas nesta época de agora vocês têm todas as facilidades, e não encontram tempo para a integridade? Vocês refinam a mentira até que ela aparente uma verdade?"

~"Tudo é melhor assim, num ritmo mais lento, numa dinâmica lenta. Assim a vida não exaure a sua beleza natural." (esta merece uma explanação: esta frase foi dita após um final de semana, passado ao melhor estilo vitoriano.)

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Doce e sábio Leopold.

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