sexta-feira, 7 de agosto de 2009

JUVENTUDE

Cada vez que tenho o (des)prazer de compatilhar alguns momentos com jovens da minha geração, os nascidos depois da queda do Muro, eu me espanto mais e mais com o comportamento de meus companheiros de idade.
Como será que cabe tanta futilidade, falta de seriedade, e apreço pela aparência compactado em tão pouco espaço de tempo de vivência? O meu desalento é ter a impressão de que não é relevante pensar, de que uma cultura extensa não é desejável, ou pior, que nada disto está na moda; pois posso perceber -- por experiência própria, diga-se -- que não é absolutamente necessário ter anos e anos de bagagem para ter um pouquinho de bom-senso, ou seja lá o que os adultos, em sua grande maioria, têm - ou deveriam ter.
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Ser jovem não pode significar ser rebelde ou revoltado, sem que haja o mínimo fundamento para sê-lo. Ser jovem deve significar ter a cabeça aberta para as novas ideias e conceitos, ser mais flexível, mas não ter a mente desnaturada -- imatura, não-madura como uma jaca verde -- e incapaz de ser utilizada propriamente.
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Acho que até Freud ficaria perdido nesse mar de ignorância, cegueira e insolência juvenil.

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