Logo de início, confesso-lhes que não sou escritora. Sou uma aspirante à, nada mais.
Não tenho habilidade com as palavras, não sei tratá-las, moldá-las e organizá-las harmoniosamente nas frases como um compositor faz com as notas de sua música. Não sei dar leveza a um texto, encadear ideias e nem ao longe empregar um argumento preciso durante a exposição de um raciocínio.
Não posso aprofundar-me no sentimento e criar poesia de qualidade; não consigo exprimir o que de fato quero dizer, e pior, por mais que intente em criar uma narrativa envolvente, nada sai, nada sai.
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Portanto, descubro-me apenas leitora. Ávida, voraz, constantemente em ação, convicta e incontrolável. Leio obras da vasta literatura universal, bulas de remédios, jornais, best-sellers, dicionários, revistas, placas de rua, poemas, anotações em papéis, citações.. leio o mundo.-E sendo assim, tudo aquilo que vier a escrever, não é meramente de mérito meu, nem puramente fruto de minha imaginação; Vêm daquilo que me foi possível ver, que me foi permitido entender sobre aquilo que me cerca.
Meus escritos são provenientes da visão de mundo que coleciono, suavemente lapidada pela minha mente.Talvez meus olhos vejam um mundo distorcido, torto, difuso, confuso, caótico; O que se reflete diretamente nos textos meus.
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Então limito-me a ser leitora, e um só tempo escrevinhar alguns rabiscos, alguns rascunhos; Contenho-me na minha pequenez e faço daqui um espaço para colocar estas obras-primas da minha cabeça de papel!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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