sexta-feira, 27 de novembro de 2009

resquícios

às vezes penso que há resquícios de você mim. meros vestígios, mas que incomodam pela presença.
você me fez sentir viva, intensamente e por inteiro. outros ainda poderão fazê-lo, decerto. no entanto, cada um que me surge é novo e único, e esta é a razão desse desgosto profundo por sua partida inesperada.
cortou-me a alma, meu caro. que já nem caro mais é, que já nem compõe minhas importâncias. uma pena.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

NADA DE CRIATIVIDADE;

(*)
O vestibular me roubou a alma; espero recuperá-la em breve.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

POR FAVOR

Por favor, eu lhe peço encarecidamente: não tente em hipótese alguma me convencer da impossibilidade de ser subjetiva neste mundo cru.
Eu sou irreal. Eu sou um poema. Eu sou uma caricatura fracionária do humano.
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Levo a vida flutuando intensamente.
Tudo significa; tudo dói; tudo existe.
Saiba que eu vivo copiosamente desejando adentrar à vida um pouco mais a cada dia transgessor do presente; então, por favor, jamais me diga que a felicidade plena é intangível.
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Por favor, eu lhe peço encarecidamente: não viole a impenetrabilidade do meu ser individual se não puder me conceder seu amor; se não puder entregar a sua vontade a mim, sem reservas e sem receios.
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TUDO PORQUE VIVO POR INTEIRO.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

INVEJA;

Há muito que não entendo; há muito ainda a ser sabido. Mas, algo que me intriga profundamente e me deixa com comichões é a questão da inveja.
Por que alguém sente vontade de roubar a vida alheia?
Em minha concepção da bondade humana intrínseca, não há espaço para a maldade explícita, crua e cruel. Então não me é permitido compreender a vontade de alguns em ver o malefício do outro; vontade esta que é normalmente seguida de atitudes desprezíveis e imorais, visando à destruição do invejado.
É notório que este perverso querer está acompanha a Humanidade desde sempre. Segundo a história bíblica, Satanás fora expulso dos céus e em seguida exonerado de seu posto, simplesmente por invejar a Humanidade; já os homens, em sua insignificância, invejaram a Deus, e foram banidos do Paraíso. O mais antigo dos pecados é também a falha de caráter mais aterradora do ser humano; sendo portanto, a raiz de todos os males.
Incrivelmente, algumas pessoas em determinadas circunstâncias, sentem-se tão inferiorizadas que seu único recurso de defesa torna-se desejar a ruína daquele a quem estes gostariam de se assemelhar. Pobres que são os invejosos.
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Afinal, qual sentimento deve-se nutrir por esta categoria de pessoa? Indiferença? Seria bondoso demais. Dó? Até é possível. Já o desprezo? Este sim é muito provável.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PEQUENOS BOTÕES

Tu devias ter mais cuidado ao brincar com o coração de uma jovem.
Este é terra fértil; planta-se uma semente e nascem mil flores!
Porém, se os pequenos botões não forem cultivados com ternura, logo fenecem.
E a jovem, exasperada em desespero, murcha lentamente.
Ah, caro meu, não podes perceber que deves apenas semear aquilo que tens a intenção de nutrir, de cuidar, de amar?
Se não a queres, se não deseja teu sorriso, deixe-a ver os campos livremente. Não faças com que ela seque e cesse a permanente vontade da moça de se apaixonar. Permitas que ela viva intensamente./

EMPREENDIMENTO FALIDO>

E eu escrevo nos lenços; para um dia lhe dar todas as palavras que imprimi neles. Junto com todo o amor que despertei de dentro de mim para te amar.
Sabes que essa coisa de amar e adorar é mesmo ingrata; é, ela é.
Não que seja má, e nem que seja boa. É simplesmente inacessível aos que sentem demais.

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Mas nada de objetividade, eu não sou direta. Não sou pragmática!
Sou entrelaçada entre o sonho e a realidade; imersa naquilo que construí de mim, para mim, em mim. Criança de alma, jovem de coração, velha de mente.
Eu não posso me considerar além de um ser oco e completo pelo vazio; aquele que tudo permeia, e contém toda a imensidão e a eternidade.
Ai como eu me perco na minha densidade! Vou no fundo, já sou o chão. Minha lépida mente brinca no seu caos; dança com a minha perplexidade acerca do mundo, tosco que é, e faz uma mistura única do imaginário, do real, com a minha humanidade latente.

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Sou muitas em mim! E detesto todas elas, nem meu nome posso mais escrever; ele não mais me define. Ultrapassei a barreira do eu; este acabou ficando em um meio de infância, resquício de adolescência, início de adultice. Agora simplesmente sou.
Não me diga que não me entende; e muito menos que intenta seguir neste – aviso já que é mais do que perdido – empreendimento. Nada seria mais tolo e ingênuo. Se o fizeres, jamais sairás do labirinto sem fim, ficarás preso no espelho invisível, e padecerás no reino da dúvida.
Mas, sabes que eu vejo? Enxergo cada pedaço de cada parte de cada característica de cada detalhe de cada minúcia de cada sutileza de cada efemeridade de cada um; sendo extremamente sensível, eu posso tudo ver.
Fico estupefata com a beleza do mísero. Encanto-me, envolvo-me, delicio-me. E aposto agora com você que sou a única a ver beleza no imperfeito; na falha natural. Ninguém se permitiria ser tão abusivamente heurístico.

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Sou uma balança descompensada. Pensar demais, e nada sentir. A tudo sentir, nada pensar. Será que é tão complicado obter um pouco de equilíbrio?

domingo, 1 de novembro de 2009

RELATIVISTIC TRAIN

(*)

FEEL IT ALL

My wings are wide; so I feel it all.

:D