sábado, 13 de fevereiro de 2010

MÁGICO E ENCANTADOR

Eu sou apaixonada por alguém que não tem nome, não tem rosto, não existe.
Quem será este ser mágico e encantador?
Não sei, não sei.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

QUE MEDO É ESSE?

Eu estou com medo.
Medo de crescer.
Medo de encarar as pessoas.
Medo de ser gente grande.
Oras, mas não era eu que queria fugir, ir embora e correr o mundo?
Sim, era.
É que é mais fácil falar e pensar e idealizar do que encarar a realidade dos sonhos.
Eu escolhi um caminho incomum.
Eu escolhi um caminho difícil.
Orgulho-me disso.
E não nego que tenho medo.
Essa sensação de angústia me percorre todo o corpo.
Ela quer me paralisar.
"Fique. Mantenha-se onde é confortável, cômodo."
Não, eu não irei obedecer.
Eu vivi bem até aqui.
Qual o problema em tentar ir além?
Nenhum, eu vou voar da árvore mais alta.

NERD TOUR

~~~ http://www.videoi.com/~pietro/NerdTour/

\o/

CADÊ?


(perdida no meio da multidão/ recoberta de anonimato)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ONE DAY

I have always wanted loose shoes, a huge backpack and eyes to see the world.
The perfect life plan would be go away. Never stay, never keep the same skies above the head.
Maybe one day, when the lights stop flashing and my dreams are all conquered.
I won't forget the ideia.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

MULHER

Chega de representar o papel de dona de casa, manequim e de objeto sexual.
Quero ser mulher.

UMA MENININHA

Havia uma garotinha doce. Brincava contente na sua inocência do mundo. Nada sabia, tudo queria saber.

A menininha prometia que iria fazer algo pelos que sofrem, que mudaria aquilo que visse de errado. E ela se sentia aliviada, era apenas uma criança, em nada poderia agir. Mas quando fosse adulta, e poder de decisão tivesse, então iria virar de ponta cabeça os conceitos errados.

Vivia plenamente. Pensava em criar armaduras para se preparar para o momento de mostrar a que veio. Dormia sem hesitar.

Apenas um adulto acreditava nela. Em suas ideias, em seus sonhos, em suas palavras de verdades sutis. E a isto ela entendeu como amor. Ela se perguntava se encontraria tal sentimento alguma outra vez em vida. Talvez não, porém, ainda assim valia a pena viver pela simples existência dele.

Todos os dias, aprendia algo. Sabia que isto era crescer.
Na escola, provou ser a melhor possível.
Em casa, tratava de ser normal. Afinal, no seu refúgio ela poderia vagarosamente ir captando cada lição, sem se esforçar além do que seu tempo permitiria.

A garotinha gostava dos animais e das plantas.
Cuidava delas e detestava ver alguém matar mosquitos e baratas desnecessariamente.
Ela se deliciava ao acariciar vacas e cavalos e dava pulos de alegria ao conseguir segurar o coelho.
Mas se sentia mal ao visitar o zoológico e o oceanário. Cada um deve estar em sua casa, e ali não era a casa daqueles bichos. Eles estavam presos e deveriam ser livres.

E ela cultivava sonhos. Sonhos grandes e sonhos pequenos.
Decidira que iria embora. Precisava se desprender de sua realidade, ver o mundo, ver pessoas desconhecidas, pisar em terras nunca antes pisadas por seus pés, respirar cultura plenamente.

E ela sabia do mal que estava por vir. A imensidão da maldade que acometeria todo o lugar.
O caos havia de se instalar. Isto entristecia profundamente aquele puro coração.
A impotência a fazia chorar, emudecer e fechar-se em seu casulo.
No entanto, ela era forte. Sua mente era determinada e sua alma fortaleza quase inabalável.
Com um sorriso disfarçava aquilo que sabia e conquistava os adultos à sua volta.

Todos os dias, tratava de fazer o que sabia melhor. Absorver conhecimento como uma esponja absorve a água. Mais e mais, queria sempre mais.
Os anos passaram-se e cá está a menininha. Trazendo o mesmos sonhos na bagagem, as mesmas verdades, os mesmo temores, e a mesma inocência do mundo.

ESQUADROS

Eu ando pelo mundo.
Cadê minha alegria?
Cadê meu cansaço?
Eu acordei, não tem ninguém ao lado.

(Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

FALSAS IMPRESSÕES

Por que você acha que vou lhe mostrar a transparência da minha alma novamente?
Por que você acha que vou lhe aceitar de braços abertos novamente?
Por que você acha que vou te colocar em um pedestal novamente?
Por que você acha que vou novamente lhe permitir ser quem você nunca foi?
Esqueça falsas impressões, o jogo mudou.

CILADA

o seu tempo acabou, entenda de uma vez.
você se deixou ficar num passado recente, foi uma escolha deliberadamente sua.
não venha com ares de inocente, de impotente.
por que me procurar agora?
desejo-lhe imensidões de felicidade, mas não necessito mais de tua presença para ter preenchida a minha.
e não me arrependo em nada de ter lhe permitido virar borrão de memória.
que quero contigo em meus dias?
menos sorrisos, mais dor?
certamente não mais.
estou muitíssimo contente sem ti.
meus olhos brilham, minhas pernas correm, meu eu sacode vibrando.
em que me seria bom tê-lo aqui?
em nada, não me deixo cair na cilada de admirá-lo, não mais.

só me resta uma dúvida pertinente: por que voltastes?
fiquei como e onde estás.
lembrou-se de meus carinhos?
lembrou-se de meus derramamentos de doçura?
pois acabou-se.
a oportunidade foi dada, os dados do destino lançados à nossa sorte, e você escolheu a omissão.
escolheu não querer compartilhar ideias comigo.
escolheu manter-se em seu casulo.
então, entenda de uma vez, o seu tempo acabou.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DÓI SIM

Sim, dói muito.
Que pergunta mais estúpida as pessoas têm me feito, assim que me veem com esse capacete enorme na cabeça: "Ah, mas dói?"
Eu deveria responder 'obviamente que não, foram feitas incisões nas minhas orelhas, descolada a pele, removidas cartilagens, tudo costurado e colocado novamente no lugar, sem contar todo o sangue que escorreu no meu rosto durante o procedimento, no entanto, é claro que é muito prazeroso!'.
Levando ao extremo, eu deveria dizer que é alguma moda nova essa das ataduras no verão. Envolvendo todo o rosto, desde o queixo até o topo da cabeça, lá vem Anielle, diretamente do Alasca, com seu novo modelito: il capaceton. Poupem-me, por favor.
~

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

FINALMENTE

Até que enfim alguém entende o por que não quero sair de casa quando a enxaqueca me pega de jeito: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11607/divulgacao-cientifica/por-que-a-luz-piora-a-enxaqueca.htm

:)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NADA

, eu gosto do nada, nada que te leve para longe!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

VESTIBULAR

O vestibular corroeu minha mente, quase matou minha alma e está levando embora o meu espírito!

Que logo acabe o meu tormento, céus!

Infelizmente nada de escrever nada decente por hoje, já gastei massa encefálica demais e pior, preciso de um pouco de cérebro para derreter amanhã!


Avante com as provas, em direção à Universidade de São Paulo, e muito em breve, ao mundo também!

sábado, 2 de janeiro de 2010

VISTO DAQUI

- Já vou mãe, já vou! -- gritou Clarice descendo freneticamente as escadas.
Eu preparava seu lanche de queijo, e ao colocá-lo milimetricamente encaixado na lancheira, fui ordenando à minha pequena desengonçadinha que corresse até a lavanderia, calçasse os sapatos, vestisse o casaco e voltasse na cozinha, antes que se atrasasse para a escola.
A um só tempo, tão mínima, tão frágil, tão quase imperceptível e tão doce, tão bela, tão viva; assim era Clarice. Uma miniatura de fortaleza se projetava nos olhos cor de mel daquele ser.
A graciosidade em pessoa, ou melhor, em forma de menininha. Sabia exatamente quando estavam escondendo-lhe a verdade, e já apertava o nariz quando mentiam a ela.
Apenas sete anos, e podia abraçar o mundo com aquele sorriso, aquela esperteza e aquela vontade de ser humana.
Era seu primeiro dia no mundo exterior e eu temia em deixá-la sozinha; a vida toda ela esteve ao meu lado, em meus braços, sob minha proteção e meus cuidados. O coração de mãe, que titubeia e chora ao ver aquilo que lhe é mais caro escapando um pouco mais de seu raio de amor, sofria e me fazia querer embalar a garotinha no colo, até que ela dormisse tranquila e profundamente. Mas é a cabeça de mãe, que sabe que é ao empurrar seu passarinho penhasco abaixo que ele aprenderá a voar, que me fez descer do transporte público, com toda a convicção, e largar Clarice com os olhos cheios de lágrimas a segurar as mãos da professora.
Mal eu sabia que jamais voltaria a sentir o perfume de seus cabelos, mal eu sabia que a crueldade da separação eterna nos esperava naquela manhã.
O seu modo de cantarolar quando estava contente e a maciez de sua voz ao fazê-lo são o meu conforto neste momento. Escrevo aqui, neste pequeno pedaço de papel, aquilo que minha mente é capaz de transfomar em palavra. O corpo, já não é mais recuperável; a equipe de resgate, que aqui chegou há meia hora, talvez mais, afirmou a impossibilidade de salvar-me.
É estranho o modo como vemos as coisas nestes segundos que antecedem a morte; este lampejo de consciência logo antes de partir pela última vez. Não há de que fugir, não há do que se poupar, tudo está à mostra. Da carne à alma.
Eu me pergunto se isto poderia ter acontecido; enquanto eu andava firmemente na calçada, um caminhão verde-musgo, cujo motorista dormira e perdera o controle da direção, atracou-se contra o meu corpo, e o prendeu numa árvore. Um mero acidente cotidiano.
Porém, como ficará a pequena? Ela terá forças para continuar bravamente a ser aquilo que seu interior, que sua essência ditar? Ou o ambiente irá sugar toda a sua bondade, transformando-a num ser frio? E as últimas palavras que ouvi da criatura amável a quem dediquei dias e noites e anos de minha vida, foram: já vou. Agora, quem responde com estou indo, até nunca princesinha, sou eu, sua mãe. Terrivelmente, não posso prometer que nos encontraremos uma vez mais, me desculpe; a única coisa que poderia afastar Clarice de mim, agiu, e foi implacável.

CADEIRA VERMELHA

Aqui me encontro sentada na cadeira giratória vermelha. Ainda com o corpo úmido, de banho recém tomado, e falta de toalha; sentei-me para escrever sobre uma ideia mínima que tive.

Empunhando coração e voz, é que vos digo: falta emoção e sentido à vida moderna - contemporânea a mim.

Digo isto porque não há mais grande histórias, grandes, romances, ou mesmo grandes propósitos, grandes ambições, quer sejam individuais, que sejam coletivas. Até a indústria do entretenimento se reafirma com os repetecos de sempre.

E o que temos então? Só um grande tédio se alastra por todos os cantos, por cada poro do corpo, tomando conta da alma de cada ser vivente: só restou o torpor.



Ora, mas será que todos perderam a vontade de ir à vida, correr o mundo, inventar algo novo, salvar a humanidade?



Muito me impressiona esta realidade estúpida, parece que estamos talvez tão próximos da realidade, que sonhar se torna indigno. Acabamos por nos anestesiar de tal maneira, de nos proteger tanto na camada da superficialidade, que esquecemos de ser reais.

Tudo bem; são apenas pensamentos de uma jovem inexperiente. Mas hão de ser verdadeiros..

AMADO(R)

Mas, tudo o que fazemos na vida, não é para sermos mais amados?!

FOCUS

Should we just concentrate on bright colours?!

YOU

Your life will be just like today; a tedious collection of hours.
You won't have any new ideas, you won't meet any new people, you won't have any exciting travellings.
And, when you die, you'll be completely forgotten.