quinta-feira, 29 de outubro de 2009
VÍDEO
~ Música contemporânea de genuína qualidade: http://www.youtube.com/user/lablogotheque?blend=2&ob=4#p/search/2/R781LDKOVJE
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
BELO BELO
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.
Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.
A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.
O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.
Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.
As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.
Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.
Manuel Bandeira
THE GIRL WITH THE PEARL EARRING
MULHER COMO ELA>
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
ACABOU >
Acabou aquele belo encantamento nosso simplesmente.
Acabou o sorriso alegrinho; acabou a luz lúcida do teu olhar.
.
Talvez os meus pés não combinassem com os seus sapatos.
Talvez a tua boca não combinasse com o meu batom.
Talvez a tua insegurança não combinasse com o meu despojamento.
Acabou o sorriso alegrinho; acabou a luz lúcida do teu olhar.
.
Talvez os meus pés não combinassem com os seus sapatos.
Talvez a tua boca não combinasse com o meu batom.
.
Acabou minha saudade e a minha doçura para contigo.
Acabou tua brincadeira; acabou o tocar da alma.
.
Talvez a tua insegurança não combinasse com o meu despojamento.
sábado, 24 de outubro de 2009
DESCRIPTION OF MYSELF
Vienna - Billy Joel
Slow down you crazy child
You're so ambitious for a juvenile
But then if you're so smart tell me why
Are you still so afraid?
Where's the fire, what's the hurry about?
You better cool it off before you burn it out
You got so much to do and only
So many hours in a day
But you know that when the truth is told
That you can get what you want
Or you can just get old
You're gonna kick off before you even get halfway through
When will you realize...Vienna waits for you
Slow down you're doing fine
You can't be everything you want to be
Before your time
Although it's so romantic on the borderline tonight (tonight)
Too bad but it's the life you lead
You're so ahead of yourself
That you forgot what you need
Though you can see when you're wrong
You know you can't always see when you're right(you're right)
You got your passion you got your pride
But don't you know that only fools are satisfied?
Dream on but don't imagine they'll all come true
When will you realize
Vienna waits for you
Slow down you crazy child
Take the phone off the hook and disappear for a while
It's alright you can afford to lose a day or two
When will you realize...Vienna waits for you.
And you know that when the truth is told
That you can get what you want
Or you can just get old
You're gonna kick off before you even get halfway through
Why don't you realize...Vienna waits for you
When will you realize...Vienna waits for you.
*The world is just here waiting for me.
Slow down you crazy child
You're so ambitious for a juvenile
But then if you're so smart tell me why
Are you still so afraid?
Where's the fire, what's the hurry about?
You better cool it off before you burn it out
You got so much to do and only
So many hours in a day
But you know that when the truth is told
That you can get what you want
Or you can just get old
You're gonna kick off before you even get halfway through
When will you realize...Vienna waits for you
Slow down you're doing fine
You can't be everything you want to be
Before your time
Although it's so romantic on the borderline tonight (tonight)
Too bad but it's the life you lead
You're so ahead of yourself
That you forgot what you need
Though you can see when you're wrong
You know you can't always see when you're right(you're right)
You got your passion you got your pride
But don't you know that only fools are satisfied?
Dream on but don't imagine they'll all come true
When will you realize
Vienna waits for you
Slow down you crazy child
Take the phone off the hook and disappear for a while
It's alright you can afford to lose a day or two
When will you realize...Vienna waits for you.
And you know that when the truth is told
That you can get what you want
Or you can just get old
You're gonna kick off before you even get halfway through
Why don't you realize...Vienna waits for you
When will you realize...Vienna waits for you.
*The world is just here waiting for me.
COP 15
A Conferência de Copenhagen sobre o clima, a ser realizada em dezembro deste ano, traz em si muitas controvérsias, e, possivelmente terá sua eficácia reduzida se não houver alguma mudança no cenário político do encontro.
~Quem sairá perdendo se nada for resolvido? Nós e o planeta, é claro.
Isto é o que mostra a matéria do jornal Folha de São Paulo deste sábado.
Confira aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2410200901.htm
~Quem sairá perdendo se nada for resolvido? Nós e o planeta, é claro.
Isto é o que mostra a matéria do jornal Folha de São Paulo deste sábado.
Confira aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2410200901.htm
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
INSIDE OUT
Hello; all is upside down.
Nothing remains the same; and the unbearable truth is that love is just a tool to achieve what we want to conquest.
End.
Nothing remains the same; and the unbearable truth is that love is just a tool to achieve what we want to conquest.
End.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
GEÓGRAFO DO BRASIL
Matéria sobre seminário de Aziz Ab'Sáber realizado no IEA, na íntegra: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11246/especiais/novos-modelos-de-civilizacao.htm
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
DESAPRENDI
Se eu lhe dissesse que desaprendi a escrever, você acreditaria?
Toda a linguagem fluida e clara que um dia tive, esvaiu-se de minhas capacidades.
Necessito me alfabetizar novamente.
Por onde começo? Pelo bê-á-bá?! Talvez, talvez.
Toda a linguagem fluida e clara que um dia tive, esvaiu-se de minhas capacidades.
Necessito me alfabetizar novamente.
Por onde começo? Pelo bê-á-bá?! Talvez, talvez.
EU SOU; NÃO
Eu não sou uma boa menina.
Eu deveria sê-lo?!
Eu não sei.
Não posso dizer que não sei nada.
Não posso dizer que não quero tudo.
Não posso dizer que não ambiciono o Universo.
Eu não sou uma pessoa perfeita.
Eu deveria sê-lo?!
Eu não sei.
-
Se eu soubesse quem sou, decerto que aqui não estaria.
Eu deveria sê-lo?!
Eu não sei.
Não posso dizer que não sei nada.
Não posso dizer que não quero tudo.
Não posso dizer que não ambiciono o Universo.
Eu não sou uma pessoa perfeita.
Eu deveria sê-lo?!
Eu não sei.
-
Se eu soubesse quem sou, decerto que aqui não estaria.
JÁ DIZIA SARAMAGO..
~Sobre o Livro Sagrado:
"Deus da Bíblia é má pessoa."
"O Deus da Bíblia é vingativo, rancoroso, má pessoa e não é confiável."
"Na Bíblia há crueldade, incestos, violência de todo tipo, carnificinas. Isso não pode ser desmentido; mas bastou que eu o dissesse para suscitar esta polêmica."
~Sobre a Santa Igreja:
"O que eles querem e não conseguem é colocar ao lado de cada leitor da Bíblia um teólogo que diga à pessoa que aquilo não é assim, que é preciso fazer uma interpretação simbólica, e a isto chamam exegese."
*Concluimos então que, quem se diz pessoa de bem deve agradecer ao escritor português por dizer a verdade que ninguém tem coragem de dizer, e por saber exatamente como fazê-lo. OBRIGADA>
"Deus da Bíblia é má pessoa."
"O Deus da Bíblia é vingativo, rancoroso, má pessoa e não é confiável."
"Na Bíblia há crueldade, incestos, violência de todo tipo, carnificinas. Isso não pode ser desmentido; mas bastou que eu o dissesse para suscitar esta polêmica."
~Sobre a Santa Igreja:
"O que eles querem e não conseguem é colocar ao lado de cada leitor da Bíblia um teólogo que diga à pessoa que aquilo não é assim, que é preciso fazer uma interpretação simbólica, e a isto chamam exegese."
*Concluimos então que, quem se diz pessoa de bem deve agradecer ao escritor português por dizer a verdade que ninguém tem coragem de dizer, e por saber exatamente como fazê-lo. OBRIGADA>
terça-feira, 20 de outubro de 2009
.
"Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
Não vivo sozinha porque gosto
E sim porque aprendi a ser só..."
Florbela Espanca
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
Não vivo sozinha porque gosto
E sim porque aprendi a ser só..."
Florbela Espanca
FELICIDADES
Quero uma felicidade desmedida.
Inundada de sorrisos estrelados,
E céus contentes.
Quero uma felicidade pós-anárquica.
A doce ordem ao final do caos.
Quero uma felicidade indiscreta.
Extravasadora do núcleo sinestésico
De minha alma.
(*)
Inundada de sorrisos estrelados,
E céus contentes.
Quero uma felicidade pós-anárquica.
A doce ordem ao final do caos.
Quero uma felicidade indiscreta.
Extravasadora do núcleo sinestésico
De minha alma.
(*)
NO MEIO DO CAMINHO
domingo, 18 de outubro de 2009
A LUTA
Após uma sessão de dois maravilhosos filmes, que tratam sobre mulheres com coragem o suficiente - e um pouco mais - para lutar por aquilo que acreditam, mesmo sob circunstâncias ameaçadoras, acabei me colocando a pensar, em xeque com minhas próprias ideias.
~Quantos não serão os que foram atrás daquilo que os sustenta como verdadeiros seres humanos?
Seja pela liberdade, seja pela verdade, seja pela justiça; eles se moveram além de suas vidas cotidianas e sustentaram aos quatro ventos suas convicções, independente de quanto isto lhes fosse custar. E em muitas das vezes, por se colocar contra o que é vigente e propor mudanças, paga-se um preço altíssimo.
As sufragistas americanas da primeira década do século vinte, organizadas na tutela dos partidos políticos femininos, procuravam estender a democracia a todos, independente de sexo, tentando conceber assim, o direito de voto às mulheres estadunidenses. Estas passariam a escolher seus representantes também; afinal, viviam sob as leis do país, mas não eram sequer consultadas ou convidadas a elaborá-las, portanto, nada mais justo do que fazerem parte do processo.
~Por que as mulheres devem dividir o fardo com os homens e não gozar de direitos ao seu lado?
Foi então estas sufragistas fizeram piquete em frente à Casa Branca - época em que esta era ocupada por Woodrow Wilson -, além de dezenas de comícios e manifestações públicas, utilizando-se de cartazes e faixas no Congresso. Porém, logo após os Estados Unidos declararem sua entrada na Primeira Guerra Mundial, até então a mais temida de todas, houve uma ruptura na ordem geral da sociedade americana; que passou a olhar com maus olhos a estas 'revolucionárias'.
E neste quadro catastrófico, onde o caos se instalava, é que se dá a vitória desta causa. Após mais de 200 voluntárias, as "manifestantes do piquete", terem sido presas - acreditem, acusadas de obstrução de tráfego - e passarem por maus tratos físicos, morais e psicológicos na cadeia, conseguiram atenção da mídia e seu caso ganhou repercussão mundial.
Como poderia o presidente da maior nação democrática do globo sustentar e defender a democracia além de suas fronteiras e negá-la aos cidadãos americanos?
Então, conseguiu-se aprovar no Congresso o sufrágio universal, validando o voto a todo americano e legitimando seu direito de ser representado nas decisões políticas cabíveis a qualquer cidadão.
Isto se deu graças àqueles que, nem por um segundo, titubearam diante de suas crenças.
> Já à segunda história, da jornalista irlandesa Veronica Guerin, dedicarei uma postagem inteira; em breve.
~Quantos não serão os que foram atrás daquilo que os sustenta como verdadeiros seres humanos?
Seja pela liberdade, seja pela verdade, seja pela justiça; eles se moveram além de suas vidas cotidianas e sustentaram aos quatro ventos suas convicções, independente de quanto isto lhes fosse custar. E em muitas das vezes, por se colocar contra o que é vigente e propor mudanças, paga-se um preço altíssimo.
As sufragistas americanas da primeira década do século vinte, organizadas na tutela dos partidos políticos femininos, procuravam estender a democracia a todos, independente de sexo, tentando conceber assim, o direito de voto às mulheres estadunidenses. Estas passariam a escolher seus representantes também; afinal, viviam sob as leis do país, mas não eram sequer consultadas ou convidadas a elaborá-las, portanto, nada mais justo do que fazerem parte do processo.
~Por que as mulheres devem dividir o fardo com os homens e não gozar de direitos ao seu lado?
Foi então estas sufragistas fizeram piquete em frente à Casa Branca - época em que esta era ocupada por Woodrow Wilson -, além de dezenas de comícios e manifestações públicas, utilizando-se de cartazes e faixas no Congresso. Porém, logo após os Estados Unidos declararem sua entrada na Primeira Guerra Mundial, até então a mais temida de todas, houve uma ruptura na ordem geral da sociedade americana; que passou a olhar com maus olhos a estas 'revolucionárias'.
E neste quadro catastrófico, onde o caos se instalava, é que se dá a vitória desta causa. Após mais de 200 voluntárias, as "manifestantes do piquete", terem sido presas - acreditem, acusadas de obstrução de tráfego - e passarem por maus tratos físicos, morais e psicológicos na cadeia, conseguiram atenção da mídia e seu caso ganhou repercussão mundial.
Como poderia o presidente da maior nação democrática do globo sustentar e defender a democracia além de suas fronteiras e negá-la aos cidadãos americanos?
Então, conseguiu-se aprovar no Congresso o sufrágio universal, validando o voto a todo americano e legitimando seu direito de ser representado nas decisões políticas cabíveis a qualquer cidadão.
Isto se deu graças àqueles que, nem por um segundo, titubearam diante de suas crenças.
> Já à segunda história, da jornalista irlandesa Veronica Guerin, dedicarei uma postagem inteira; em breve.
PEQUENINO E DISCRETO
A UM AUSENTE
"Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais gravedo que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste."
Carlos Drummond de Andrade
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais gravedo que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste."
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
VIVENDO NA MEMÓRIA
Pare de viver em minha memória. Vá-se embora!
Não quero mais a ti; suma para todo o sempre.
Matarei-o de fome se não fores.
Jamais tocarei nas lembranças que tenho de ti.
Ficaram desnutridas, fracas e fenecerão; sei que sim.
~ Oh, cândidos céus! Tragam-me aqui um novo amor.
Não quero mais a ti; suma para todo o sempre.
Matarei-o de fome se não fores.
Jamais tocarei nas lembranças que tenho de ti.
Ficaram desnutridas, fracas e fenecerão; sei que sim.
~ Oh, cândidos céus! Tragam-me aqui um novo amor.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O PODER DO CHURRASCO
É impressionante o que um latão cortado ao meio, um saco de carvão e fósforo não fazem pelas pessoas. Hoje eu pude testemunhar -- e vivenciar -- o poder do sagrado churrasco brasileiro.
Uma sinergia ocorre em torno do ritual da comilança; todos desejam estar ali, compartilhando o que há de mais essencial ao ser humano, a nutrição.
Então, foi hoje que, afinal, estivemos todos juntos. Compatilhando algo; tínhamos algo em comum, finalmente. Após anos de tentativas frustradas, turmas sem nenhuma identidade, caras feias aos montes, professores desesperançosos, discussões ferrenhas, e as mesmas atitudes e personalidades fortes (demais) que sempre nos levavam ao nada social, a tal da "união" deslanchou. Aconteceu como mágica!
A preparação do churrasco gerou pequenos conflitos, porém nada que afetasse o objetivo primeiro. Queríamos comer, por isso tudo precisava dar certo. Se alguém come a mais do que deve, os outros ficam chupando o dedo. E se alguém paga a menos do que deve, os outros ficam no prejuízo. Por esta razão, cada um vigia o outro. (Isto me recorda crianças que denunciavam seus pais em épocas de governos ditatoriais, pois, era mais correto que eles fossem presos ou até mortos se não estivessem em acordo com a sociedade e as regras sociais vigentes; o que associaria com a socionomia de Piaget; mas voltemos..)
Estávamos todos envolvidos, participando, palpitando, gritando -- o inconveniente é inevitável -- mas, estávamos ali.
Há um ponto curioso a ser ressaltado: aqueles que criam o balão da discórdia, só acabaram se juntando ao esquema depois de quase tudo estar decidido. Não houve espaço para chiliques de marca maior, felizmente. E creio que foi isto a propiciar o resultado positivo do final do almoço.
Comemos carne. Bovina, de frango, suína. Alguns serviram-se de farofa e vinagrete; mas não é este o ponto essencial; a comida era o instrumento de junção, nada mais.
O que me iluminou a existência, verdadeiramente, foi ver a integração de seres que aparentemente só fazem mostrar seus sentimentos de desprezo uns pelos outros. Eu me alegrei intensamente; ainda mais por ser parte daquilo.
Claro que feitos miraculosos como este não durariam pela eternidade; já na aula seguinte alguém faz questão de se estranhar com o primeiro que lhe deu uma resposta que desagrade ao cidadão.
É certo que todos têm o direito de se portar como queiram, mas a intransigência necessita de limite.
A ternura com que as pessoas se tratavam na hora do tal churrasco poderia ser estendida aos momentos que não houvesse nada além de nós envolvido.
É; cada dia é um exercício de humanidade.
Uma sinergia ocorre em torno do ritual da comilança; todos desejam estar ali, compartilhando o que há de mais essencial ao ser humano, a nutrição.
Então, foi hoje que, afinal, estivemos todos juntos. Compatilhando algo; tínhamos algo em comum, finalmente. Após anos de tentativas frustradas, turmas sem nenhuma identidade, caras feias aos montes, professores desesperançosos, discussões ferrenhas, e as mesmas atitudes e personalidades fortes (demais) que sempre nos levavam ao nada social, a tal da "união" deslanchou. Aconteceu como mágica!
A preparação do churrasco gerou pequenos conflitos, porém nada que afetasse o objetivo primeiro. Queríamos comer, por isso tudo precisava dar certo. Se alguém come a mais do que deve, os outros ficam chupando o dedo. E se alguém paga a menos do que deve, os outros ficam no prejuízo. Por esta razão, cada um vigia o outro. (Isto me recorda crianças que denunciavam seus pais em épocas de governos ditatoriais, pois, era mais correto que eles fossem presos ou até mortos se não estivessem em acordo com a sociedade e as regras sociais vigentes; o que associaria com a socionomia de Piaget; mas voltemos..)
Estávamos todos envolvidos, participando, palpitando, gritando -- o inconveniente é inevitável -- mas, estávamos ali.
Há um ponto curioso a ser ressaltado: aqueles que criam o balão da discórdia, só acabaram se juntando ao esquema depois de quase tudo estar decidido. Não houve espaço para chiliques de marca maior, felizmente. E creio que foi isto a propiciar o resultado positivo do final do almoço.
Comemos carne. Bovina, de frango, suína. Alguns serviram-se de farofa e vinagrete; mas não é este o ponto essencial; a comida era o instrumento de junção, nada mais.
O que me iluminou a existência, verdadeiramente, foi ver a integração de seres que aparentemente só fazem mostrar seus sentimentos de desprezo uns pelos outros. Eu me alegrei intensamente; ainda mais por ser parte daquilo.
Claro que feitos miraculosos como este não durariam pela eternidade; já na aula seguinte alguém faz questão de se estranhar com o primeiro que lhe deu uma resposta que desagrade ao cidadão.
É certo que todos têm o direito de se portar como queiram, mas a intransigência necessita de limite.
A ternura com que as pessoas se tratavam na hora do tal churrasco poderia ser estendida aos momentos que não houvesse nada além de nós envolvido.
É; cada dia é um exercício de humanidade.
INCONSCIENTE DO MUNDO
FUSTIGANTE É O SILÊNCIO.
A MINHA PELE DENUNCIA A CORROSÃO DO TEMPO; ELE AMARGURA A MINHA ALMA.
SOMBRIA JÁ SOU.
DESEJO SER CRIANÇA; VIVER EM ETERNA DOCE IGNORÂNCIA. NADA SABER, NADA TER VIVIDO. QUERO SER INCONSCIENTE DO MUNDO.
A MINHA PELE DENUNCIA A CORROSÃO DO TEMPO; ELE AMARGURA A MINHA ALMA.
SOMBRIA JÁ SOU.
DESEJO SER CRIANÇA; VIVER EM ETERNA DOCE IGNORÂNCIA. NADA SABER, NADA TER VIVIDO. QUERO SER INCONSCIENTE DO MUNDO.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
ELA
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
AMOR & SEXO
Como a inspiração só tem me vindo às vezes, de acordo com as vivências que me mobilizaram, devo dedicar esta postagem a uma tarde deliciosa que hoje tive! Ah.. É tão bom me sentir à vontade com vocês.
*
RITA LEE: Amor e Sexo
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...
Amor é pensamento
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema..
Sexo é imaginação
Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia...
O amor nos torna
O amor nos torna
Patéticos
Sexo é uma selva
De epiléticos...
Amor é cristão
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
Amor é para sempre
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem...
Amor sem sexo
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade...
Amor é um
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes
Amor depois...
Sexo vem dos outros
Sexo vem dos outros
E vai embora
Amor vem de nós
E demora...
Amor é cristão
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Oh!
Amor é isso
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!
Uh! Uh! Uh!
Ai o amor!
Hum! O sexo!
<.>
domingo, 4 de outubro de 2009
MEDO?
Eu não tenho medo da tua resposta. Tenho medo é da tua falta de resposta.
Da tua plena e completa indiferença. Do teu silêncio.
-
Por que é que te encondes? Por que é que disfarças?
Por que é que foges? Por que é que não me olha de frente, nos fundo dos olhos, e me diz a verdade; qualquer ela que seja?
-
Ah, venha cá. Deixe este assunto cá entre nós; entre eu e tu. Tu e eu; nós.
E me diga: que queres de mim? Diga sim, eu te amo; ou não, não te quero.
Não precisa de muito floreio e nem de muito receio. É simples.
Correr e se ausentar não altera a situação, não te faz menos participante desse enrosco.
Só lhe faz covarde e menos íntegro; te faz menino, não homem; acorde amor meu, levanta-te desse teu marasmo, e mostra a tua cara.
-
Esperarei. Mas não pela eternidade.
Da tua plena e completa indiferença. Do teu silêncio.
-
Por que é que te encondes? Por que é que disfarças?
Por que é que foges? Por que é que não me olha de frente, nos fundo dos olhos, e me diz a verdade; qualquer ela que seja?
-
Ah, venha cá. Deixe este assunto cá entre nós; entre eu e tu. Tu e eu; nós.
E me diga: que queres de mim? Diga sim, eu te amo; ou não, não te quero.
Não precisa de muito floreio e nem de muito receio. É simples.
Correr e se ausentar não altera a situação, não te faz menos participante desse enrosco.
Só lhe faz covarde e menos íntegro; te faz menino, não homem; acorde amor meu, levanta-te desse teu marasmo, e mostra a tua cara.
-
Esperarei. Mas não pela eternidade.
BILHETE
"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."
Mário Quintana ~
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."
Mário Quintana ~
NAVEGAR É PRECISO
"Para navegar contra a corrente são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão."
~ Encara?
~ Encara?
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