Eu não tenho medo da tua resposta. Tenho medo é da tua falta de resposta.
Da tua plena e completa indiferença. Do teu silêncio.
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Por que é que te encondes? Por que é que disfarças?
Por que é que foges? Por que é que não me olha de frente, nos fundo dos olhos, e me diz a verdade; qualquer ela que seja?
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Ah, venha cá. Deixe este assunto cá entre nós; entre eu e tu. Tu e eu; nós.
E me diga: que queres de mim? Diga sim, eu te amo; ou não, não te quero.
Não precisa de muito floreio e nem de muito receio. É simples.
Correr e se ausentar não altera a situação, não te faz menos participante desse enrosco.
Só lhe faz covarde e menos íntegro; te faz menino, não homem; acorde amor meu, levanta-te desse teu marasmo, e mostra a tua cara.
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Esperarei. Mas não pela eternidade.
domingo, 4 de outubro de 2009
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