terça-feira, 15 de setembro de 2009

EXTREMO DO OUTRO OPOSTO

É tão peculiar a mim que eu consiga ir de um limite a outro do conhecimento humano, simplesmente convivendo em dois mundos opostos. Se são complementares, ainda não pude constatar, quem sabe um dia posso entender que são as duas faces da mesma moeda humana.



Na minha busca incessante, deleito-me com o exato, com os fenômenos que podem - e devem - ser explicados, eu me divirto com a bela Matemática e a minha querida Física; e num momento estou eu lá, flertando com os sentidos, delirando na magia do subjetivo, me entregando à Literatura e à Música.

Como é que posso fazer minha mente apreciar ambas vertentes do conhecimento, com um esforço consideravelmente pequeno para transitar entre uma e outra?

Devo confessar que me é mais dolorido passar do incerto ao preciso, do que escapar logo ao místico. A mudança na chavinha do cérebro, como um botão que liga e desliga, de 'inexplicável' para 'dedutível e equacionável' me é mais dificultosa. Espero que apenas por enquanto, pois, quero domar meu gênio; quero que ele se adapte à linguagem do saber científico.

(Pensando menos apaixonadamente, não é isso mesmo que Orwell dizia com duplipensar?
"Pensamento duplo indica a capacidade de ter na mente, ao mesmo tempo, duas opiniões contraditórias e aceitar ambas.")

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