When I was a young girl I used to see pleasure
When I was a young girl I used to drink ale
Out of the ale house, down into the jail house
My body salve-aided and hell is my doom
Come mama come papa and sit you down by me
Come sit you down by me and pity my case
My poor head is aching my sad heart is breaking
My body salve-aided and hell is my doom
Please send for the preacher to come and pray for me
And send for the doctor to heal all my wounds
My poor head is aching my sad heart is breaking
My body salve-aided and I'm bound to die
One morning, one morning, one morning in May,
I saw this young lady all wrapped in white linnen
All wrapped in white linnen and called out "the plague"
(a música faz uma tremenda diferença ao nos inspirar, para o bem e para o mau)
.
domingo, 23 de agosto de 2009
RENOVE
Existem pessoas que queriam que tudo fosse como era antigamente.
Eu não. Acredito na renovação.
Que as coisas sejam como serão futuramente.
Porque renovar não é esquecer o passado, é atualizar o presente.
Renovar não é romper. É reaproximar.
Renovar não é jogar fora, é reciclar - inclusive os conceitos.
Renovar faz do mundo um lugar mais humano.
Porque se as coisas vão bem, podem ficar ainda melhor renovadas.
É isto que eu proponho: Renove. *
Eu não. Acredito na renovação.
Que as coisas sejam como serão futuramente.
Porque renovar não é esquecer o passado, é atualizar o presente.
Renovar não é romper. É reaproximar.
Renovar não é jogar fora, é reciclar - inclusive os conceitos.
Renovar faz do mundo um lugar mais humano.
Porque se as coisas vão bem, podem ficar ainda melhor renovadas.
É isto que eu proponho: Renove. *
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
VERBORRAGIA
Encontrei nas profundezas de meus arquivos um texto chorão/dramático/intenso; que deve ser de um ano atrás ou talvez até tenha menos idade.
Só advirto uma coisa: Cuidado, o conteúdo exposto aqui é altamente introspectivo, de tom psicológico abalado e filosoficamente aprofundado.
Para quem nunca leu Lispector ou Woolf, seria difícil entender cada e qualquer palavra.
Está preparado?
-
Uma verborragia sem tamanho há de se iniciar. Deve ser uma espécie de dom esse de rascunhar atendo-me a cada detalhe das palavras e deixando transbordar para o papel o que há em mim; ou uma maldição. Das minhas lamúrias faço o meu drama, enrolo-o numa bela trama e tenho a alma que aflita clama por um pouco da chama, da chama do amor.
Contudo, eu não me preocupo em ferir-me, pois quem escreve utilizando a tinta da lama da angústia, não o faz empenhando-se na cura para seu sofrimento, não surtiria efeito algum; então ele apenas o faz. E desta forma eu o faço, agora.
Logo a princípio, devo dizer que estou errada. Cometo a mais grave das infrações ao envolver-me com o outro, ao ir fundo na ilusão de um amor, ao deixar abertas as portas do meu coração àquele que não o percebe.
Sofreria eu menos se eu me cobrisse com o véu da superficialidade, se eu fosse como as almas vulgares? Aqueles que jamais provarão da intensidade de se apaixonar, aqueles que nunca sentirão nem ao longe o rastro do amor puro e verdadeiro perpassar-lhes, aqueles que não poderão enxergar com nitidez a alma do indivíduo amado.
Não; por mais que eu intentasse no fingimento de ser uma dessas almas frívolas, não atingiria o cume do monte do amor, porque não teria sequer consciência de que há um caminho que leva até o topo; apenas contemplá-lo-ia, do labirinto da ignorância que há nos pés da montanha, totalmente perdida.
O meu erro é ser quem sou; é sentir demais.
E quem compreende a complexidade do coração humano?
Aqui, contido em meu peito, há um infinito de amor para dar; mas o amor de mulher e homem é uma substância fluida, que exige uma dinâmica de oscilação, o movimento de ir e voltar. Então, quando estou prestes a liberar as barreiras que represam o que há guardado em meu interior, e pedir apenas uma parcela ínfima de sentimento genuíno em troca, dou de ombros com uma tranca. Encontro corações lacrados, seja pelo receio de sofrer, seja pelo comodismo de viver sem a emoção constantemente correndo pelas veias, seja pela pura e simples timidez.
Desiludo-me assim. Fico no descontentamento com as frustradas tentativas de amar, que fazem minhas aspirações fenecerem e ganharem um tom acinzentado. O cinza monocromático que reflete a melancolia de ter de manter aqui comigo, o meu desejo de entregar-me, o sonho de ser una ao outro, e a vontade se ter o coração de outro ser pertencente a mim; como quando se instala no rosto da criança a tristeza por prenderem ao solo seus balões que foram feitos para voarem livres pelos céus. Então, surge no pequenino o anseio de soltá-los, tal qual há em mim o anseio de permitir-me viver este amor.
No entanto, uma dúvida me toma por completo: Existe no mundo um único homem que tenha o coração livre para amar, os olhos não-viciados pela maldade, consciência para valorizar o essencial, a mente aberta para a ideia nova, o caráter incorruptível, o corpo limpo da impureza da luxúria, a alma límpida e transparente?
Toda nova empreitada me faz voltar com arranhões e escoriações; com esta não teria sido diferente. Há pouco regressei a mim, e estou contabilizando as baixas. São muitas, mas não inúmeras.
Vejo que me entristeço pela perda; pela saudade daquele a quem dei uma parte de mim, saudade do que nunca houve de fato, e pela falha em amá-lo.
-
Só advirto uma coisa: Cuidado, o conteúdo exposto aqui é altamente introspectivo, de tom psicológico abalado e filosoficamente aprofundado.
Para quem nunca leu Lispector ou Woolf, seria difícil entender cada e qualquer palavra.
Está preparado?
-
Uma verborragia sem tamanho há de se iniciar. Deve ser uma espécie de dom esse de rascunhar atendo-me a cada detalhe das palavras e deixando transbordar para o papel o que há em mim; ou uma maldição. Das minhas lamúrias faço o meu drama, enrolo-o numa bela trama e tenho a alma que aflita clama por um pouco da chama, da chama do amor.
Contudo, eu não me preocupo em ferir-me, pois quem escreve utilizando a tinta da lama da angústia, não o faz empenhando-se na cura para seu sofrimento, não surtiria efeito algum; então ele apenas o faz. E desta forma eu o faço, agora.
Logo a princípio, devo dizer que estou errada. Cometo a mais grave das infrações ao envolver-me com o outro, ao ir fundo na ilusão de um amor, ao deixar abertas as portas do meu coração àquele que não o percebe.
Sofreria eu menos se eu me cobrisse com o véu da superficialidade, se eu fosse como as almas vulgares? Aqueles que jamais provarão da intensidade de se apaixonar, aqueles que nunca sentirão nem ao longe o rastro do amor puro e verdadeiro perpassar-lhes, aqueles que não poderão enxergar com nitidez a alma do indivíduo amado.
Não; por mais que eu intentasse no fingimento de ser uma dessas almas frívolas, não atingiria o cume do monte do amor, porque não teria sequer consciência de que há um caminho que leva até o topo; apenas contemplá-lo-ia, do labirinto da ignorância que há nos pés da montanha, totalmente perdida.
O meu erro é ser quem sou; é sentir demais.
E quem compreende a complexidade do coração humano?
Aqui, contido em meu peito, há um infinito de amor para dar; mas o amor de mulher e homem é uma substância fluida, que exige uma dinâmica de oscilação, o movimento de ir e voltar. Então, quando estou prestes a liberar as barreiras que represam o que há guardado em meu interior, e pedir apenas uma parcela ínfima de sentimento genuíno em troca, dou de ombros com uma tranca. Encontro corações lacrados, seja pelo receio de sofrer, seja pelo comodismo de viver sem a emoção constantemente correndo pelas veias, seja pela pura e simples timidez.
Desiludo-me assim. Fico no descontentamento com as frustradas tentativas de amar, que fazem minhas aspirações fenecerem e ganharem um tom acinzentado. O cinza monocromático que reflete a melancolia de ter de manter aqui comigo, o meu desejo de entregar-me, o sonho de ser una ao outro, e a vontade se ter o coração de outro ser pertencente a mim; como quando se instala no rosto da criança a tristeza por prenderem ao solo seus balões que foram feitos para voarem livres pelos céus. Então, surge no pequenino o anseio de soltá-los, tal qual há em mim o anseio de permitir-me viver este amor.
No entanto, uma dúvida me toma por completo: Existe no mundo um único homem que tenha o coração livre para amar, os olhos não-viciados pela maldade, consciência para valorizar o essencial, a mente aberta para a ideia nova, o caráter incorruptível, o corpo limpo da impureza da luxúria, a alma límpida e transparente?
Toda nova empreitada me faz voltar com arranhões e escoriações; com esta não teria sido diferente. Há pouco regressei a mim, e estou contabilizando as baixas. São muitas, mas não inúmeras.
Vejo que me entristeço pela perda; pela saudade daquele a quem dei uma parte de mim, saudade do que nunca houve de fato, e pela falha em amá-lo.
-
terça-feira, 18 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
ESTADO {DO} BRASIL
O Estado Brasileiro necessita uma reforma profunda, um sério restauro; porque é frágil, está prestes a quebrar, a falir. As rachaduras da estrutura são nítidas, qualquer um pode ver.
O Transporte Público deu perca total da última vez que capotou.
A Segurança Pública morre de medo até da própria sombra.
O Progresso não sai do lugar, não progride.
A Política é corrupta, corrompida e cada vez mais corruptível.
O Cidadania não é nem bem gente, quanto mais tem alguma dignidade.
A Justiça continua cega, lenta, e agora deve ter Alzheimer.
O Emprego acabou de ser demitido.
A Economia está sem um tostão no furado o bolso.
Está tudo fora dos eixos.
-
E é assim que deve continuar a ser?
Vamos nos sentar todos na calçada do subdesenvolvimento, lamentando a precária situação da Nação, ao invés de nos levantarmos e seguirmos na estrada da História, fazendo valer, levando à sério a tal "Ordem e Progresso" que está impressa em nossa bandeira nacional?
Apenas pense se está disposto ser um brasileiro de fato e lutar em prol da nossa terra, montar um estandarte pela nossa pátria, para então ter orgulho de viver aqui e ser parte dessa Nação; ou se preferimos viver no comodismo, mas acomodados na lama.
As coisas por aqui vão mal, muito mal. Sabe a razão?
O Ensino Público é semi-analfabeto funcional.
A Saúde vive doentinha, cheia de dores.O Transporte Público deu perca total da última vez que capotou.
A Segurança Pública morre de medo até da própria sombra.
O Progresso não sai do lugar, não progride.
A Política é corrupta, corrompida e cada vez mais corruptível.
O Cidadania não é nem bem gente, quanto mais tem alguma dignidade.
A Justiça continua cega, lenta, e agora deve ter Alzheimer.
O Emprego acabou de ser demitido.
A Economia está sem um tostão no furado o bolso.
Está tudo fora dos eixos.
-
E é assim que deve continuar a ser?
Vamos nos sentar todos na calçada do subdesenvolvimento, lamentando a precária situação da Nação, ao invés de nos levantarmos e seguirmos na estrada da História, fazendo valer, levando à sério a tal "Ordem e Progresso" que está impressa em nossa bandeira nacional?
Apenas pense se está disposto ser um brasileiro de fato e lutar em prol da nossa terra, montar um estandarte pela nossa pátria, para então ter orgulho de viver aqui e ser parte dessa Nação; ou se preferimos viver no comodismo, mas acomodados na lama.
VIVER PALAVRA
Estes tempos chegados de aula me deixam pouca alternativa quanto à boa elaboração de textos; simplesmente não terei tempo hábil, criatividade disponível e energia de espírito para fazê-lo.
Uma pena.
Porém, ainda posso ater-me à pequenez das frases curtas, lapidadas ao máximo.
É simples, bem simples.
Porque eu vivo as palavras.
-
~Eu tenho alma de artista.
~Eu tenho mente de cientista.
~Eu tenho coração de humanista.
Uma pena.
Porém, ainda posso ater-me à pequenez das frases curtas, lapidadas ao máximo.
É simples, bem simples.
Porque eu vivo as palavras.
-
~Eu tenho alma de artista.
~Eu tenho mente de cientista.
~Eu tenho coração de humanista.
domingo, 16 de agosto de 2009
FELI{Z}-CIDADE
A felicidade não está em um lugar, ela é um lugar; para mim ela é materializada naquele lugar.
-

-
Preciso descobrir para onde foram o Don Quixote e o Sancho Pança do Conjunto Nacional! Será que partiram em uma alucinante aventura!?
Devem ter saído avante pela Augusta, em disparada, descendo a rua; fazendo como eu mesma costumo fazer, descobrindo a liberdade da cidade!
Mesmo num belo palácio, ninguém pode sentir-se pleno se estiver preso, amarrado, atado.
~~~
[Paulistânia]
Assinar:
Postagens (Atom)
