sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

NADA

, eu gosto do nada, nada que te leve para longe!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

VESTIBULAR

O vestibular corroeu minha mente, quase matou minha alma e está levando embora o meu espírito!

Que logo acabe o meu tormento, céus!

Infelizmente nada de escrever nada decente por hoje, já gastei massa encefálica demais e pior, preciso de um pouco de cérebro para derreter amanhã!


Avante com as provas, em direção à Universidade de São Paulo, e muito em breve, ao mundo também!

sábado, 2 de janeiro de 2010

VISTO DAQUI

- Já vou mãe, já vou! -- gritou Clarice descendo freneticamente as escadas.
Eu preparava seu lanche de queijo, e ao colocá-lo milimetricamente encaixado na lancheira, fui ordenando à minha pequena desengonçadinha que corresse até a lavanderia, calçasse os sapatos, vestisse o casaco e voltasse na cozinha, antes que se atrasasse para a escola.
A um só tempo, tão mínima, tão frágil, tão quase imperceptível e tão doce, tão bela, tão viva; assim era Clarice. Uma miniatura de fortaleza se projetava nos olhos cor de mel daquele ser.
A graciosidade em pessoa, ou melhor, em forma de menininha. Sabia exatamente quando estavam escondendo-lhe a verdade, e já apertava o nariz quando mentiam a ela.
Apenas sete anos, e podia abraçar o mundo com aquele sorriso, aquela esperteza e aquela vontade de ser humana.
Era seu primeiro dia no mundo exterior e eu temia em deixá-la sozinha; a vida toda ela esteve ao meu lado, em meus braços, sob minha proteção e meus cuidados. O coração de mãe, que titubeia e chora ao ver aquilo que lhe é mais caro escapando um pouco mais de seu raio de amor, sofria e me fazia querer embalar a garotinha no colo, até que ela dormisse tranquila e profundamente. Mas é a cabeça de mãe, que sabe que é ao empurrar seu passarinho penhasco abaixo que ele aprenderá a voar, que me fez descer do transporte público, com toda a convicção, e largar Clarice com os olhos cheios de lágrimas a segurar as mãos da professora.
Mal eu sabia que jamais voltaria a sentir o perfume de seus cabelos, mal eu sabia que a crueldade da separação eterna nos esperava naquela manhã.
O seu modo de cantarolar quando estava contente e a maciez de sua voz ao fazê-lo são o meu conforto neste momento. Escrevo aqui, neste pequeno pedaço de papel, aquilo que minha mente é capaz de transfomar em palavra. O corpo, já não é mais recuperável; a equipe de resgate, que aqui chegou há meia hora, talvez mais, afirmou a impossibilidade de salvar-me.
É estranho o modo como vemos as coisas nestes segundos que antecedem a morte; este lampejo de consciência logo antes de partir pela última vez. Não há de que fugir, não há do que se poupar, tudo está à mostra. Da carne à alma.
Eu me pergunto se isto poderia ter acontecido; enquanto eu andava firmemente na calçada, um caminhão verde-musgo, cujo motorista dormira e perdera o controle da direção, atracou-se contra o meu corpo, e o prendeu numa árvore. Um mero acidente cotidiano.
Porém, como ficará a pequena? Ela terá forças para continuar bravamente a ser aquilo que seu interior, que sua essência ditar? Ou o ambiente irá sugar toda a sua bondade, transformando-a num ser frio? E as últimas palavras que ouvi da criatura amável a quem dediquei dias e noites e anos de minha vida, foram: já vou. Agora, quem responde com estou indo, até nunca princesinha, sou eu, sua mãe. Terrivelmente, não posso prometer que nos encontraremos uma vez mais, me desculpe; a única coisa que poderia afastar Clarice de mim, agiu, e foi implacável.

CADEIRA VERMELHA

Aqui me encontro sentada na cadeira giratória vermelha. Ainda com o corpo úmido, de banho recém tomado, e falta de toalha; sentei-me para escrever sobre uma ideia mínima que tive.

Empunhando coração e voz, é que vos digo: falta emoção e sentido à vida moderna - contemporânea a mim.

Digo isto porque não há mais grande histórias, grandes, romances, ou mesmo grandes propósitos, grandes ambições, quer sejam individuais, que sejam coletivas. Até a indústria do entretenimento se reafirma com os repetecos de sempre.

E o que temos então? Só um grande tédio se alastra por todos os cantos, por cada poro do corpo, tomando conta da alma de cada ser vivente: só restou o torpor.



Ora, mas será que todos perderam a vontade de ir à vida, correr o mundo, inventar algo novo, salvar a humanidade?



Muito me impressiona esta realidade estúpida, parece que estamos talvez tão próximos da realidade, que sonhar se torna indigno. Acabamos por nos anestesiar de tal maneira, de nos proteger tanto na camada da superficialidade, que esquecemos de ser reais.

Tudo bem; são apenas pensamentos de uma jovem inexperiente. Mas hão de ser verdadeiros..

AMADO(R)

Mas, tudo o que fazemos na vida, não é para sermos mais amados?!

FOCUS

Should we just concentrate on bright colours?!

YOU

Your life will be just like today; a tedious collection of hours.
You won't have any new ideas, you won't meet any new people, you won't have any exciting travellings.
And, when you die, you'll be completely forgotten.